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Como escolher a área da 2ª fase da OAB: 4 critérios práticos
Afinidade, legislação, perfil de peças e peso na 1ª fase: critérios para escolher entre as 7 áreas da 2ª fase da OAB.
Atualizado em 21/10/2026
A área da 2ª fase é escolhida já na inscrição do Exame de Ordem, antes mesmo de você saber se passou na objetiva. São 7 opções: Administrativo, Civil, Constitucional, Empresarial, Penal, Trabalho e Tributário. A prova é igual em formato para todas (uma peça valendo 5,00 e 4 questões discursivas de 1,25 cada, 5 horas, nota mínima 6,00), mas o estudo muda bastante de uma para outra.
Não existe área "mais fácil" para todo mundo. Circulam por aí rankings de aprovação por área, mas eles variam de edição para edição e dependem muito do perfil de quem escolhe cada uma. Por isso, use critérios que dizem respeito a você, e não a uma estatística solta.
1. Afinidade com a matéria
É o critério mais importante. Você vai passar semanas lendo, escrevendo e relendo uma única matéria. Se ela te interessa, o estudo rende mais e a prova fica menos pesada.
Algumas perguntas para medir afinidade:
- Em qual matéria você teve melhor desempenho na faculdade?
- Qual estágio ou trabalho te deu mais contato com prática?
- Em quais blocos você acerta mais na 1ª fase? Se você já usa o simulado, seu desempenho por matéria é um bom termômetro.
- Pensa em atuar em alguma área depois de aprovado? Estudar a 2ª fase dela já é uma base para a carreira.
Afinidade não é só gostar. É também ter facilidade com o raciocínio daquela área: há quem se dê melhor com a lógica do processo penal, há quem prefira a técnica do direito tributário.
2. Quantidade de legislação
A 2ª fase permite consultar a legislação (sem anotações), então o volume de normas e a organização delas pesam muito. Quanto mais leis espalhadas, mais tempo você gasta procurando artigo durante a prova.
Em linhas gerais:
- Civil envolve Código Civil e Código de Processo Civil, além de leis especiais. É uma área ampla, mas os códigos são bem organizados.
- Penal gira em torno do Código Penal, do Código de Processo Penal e de leis penais especiais.
- Trabalho reúne a CLT, a Constituição e normas complementares; a CLT concentra boa parte do conteúdo.
- Tributário combina Constituição, Código Tributário Nacional e legislação esparsa, com muitos detalhes técnicos.
- Administrativo é conhecido por ter legislação bem espalhada, sem um código único, o que exige mais organização do material.
- Empresarial também mistura várias leis (sociedades, títulos de crédito, recuperação e falência, entre outras).
- Constitucional tem a Constituição como centro, mas as ações constitucionais e os remédios têm leis próprias.
Esse é um retrato geral. Antes de decidir, abra o material de consulta da área e veja se você consegue se localizar nele com rapidez.
3. Perfil de peças
Cada área tem seu conjunto de peças possíveis, e a primeira coisa que a banca avalia é se você identificou a peça cabível. Errar a peça costuma comprometer boa parte da nota.
Pontos para comparar:
- Variedade: algumas áreas têm um leque grande de peças possíveis (petições iniciais, recursos, contestações, peças de execução). Outras concentram as cobranças em um grupo menor. Mais variedade significa mais modelos para treinar.
- Momento processual: em áreas como Penal e Civil, identificar a fase do processo é decisivo para acertar a peça. Se você tem dificuldade com processo, isso vai pesar.
- Estrutura: algumas peças têm estrutura mais padronizada, outras exigem mais fundamentação de mérito.
Uma forma prática de testar: pegue duas provas anteriores de cada área que te interessa (estão em /provas), leia o enunciado da peça e veja se você saberia dizer qual é a peça e o que pedir. Isso dá uma noção real do desafio.
4. Peso das matérias relacionadas na 1ª fase
A 1ª fase tem 80 questões, e a distribuição costuma ser esta: Ética 8; Constitucional, Civil, Processo Civil, Penal e Processo Penal 6 cada; Administrativo, Tributário, Trabalho e Processo do Trabalho 5 cada; Empresarial 4; e outras nove matérias com 2 cada.
Isso importa por dois motivos:
- Estudo que se aproveita duas vezes. Quem escolhe Civil e estuda Civil e Processo Civil para a objetiva já trabalha 12 questões da 1ª fase com o mesmo conteúdo que vai usar na 2ª. O mesmo vale para Penal e Processo Penal (12 questões) e para Trabalho e Processo do Trabalho (10 questões).
- Base acumulada. Se você já estudou bem uma área para a objetiva, chega à 2ª fase com menos coisa nova para aprender. O tempo entre o resultado da 1ª fase e a prova da 2ª é curto, então essa vantagem conta.
Já áreas como Empresarial têm menos peso na objetiva, o que significa que você provavelmente terá estudado menos a matéria antes de começar a 2ª fase. Isso não é motivo para descartar, apenas para planejar mais tempo.
Erros comuns na escolha
- Escolher só pela fama de "área mais fácil". A percepção muda, e o que é fácil para um colega pode ser difícil para você.
- Escolher a área que o cursinho mais vende. Divulgação não é critério.
- Ignorar a própria experiência. Quem estagiou anos em uma área tem vantagem real em entender a lógica das peças.
- Deixar para decidir na última hora. A escolha acontece na inscrição. Pense nela antes, com calma.
Um roteiro rápido para decidir
- Liste as 2 ou 3 áreas em que você tem mais afinidade.
- Para cada uma, veja provas anteriores da 2ª fase e tente identificar as peças.
- Abra a legislação de consulta de cada área e avalie se consegue se localizar nela.
- Compare com seu desempenho nas matérias relacionadas da 1ª fase.
- Escolha e não fique trocando: a constância no estudo pesa mais que a área em si.
Se for reaproveitar a 1ª fase em outra edição e quiser trocar de área, confira no edital se e como isso é possível.
Como treinar no Simulado da Ordem
Veja seu desempenho por matéria nos simulados e nas questões para medir afinidade com números, não só com impressão. Consulte as provas anteriores para conhecer as peças de cada área e use a página /segunda-fase para treinar a prova prático-profissional. Para saber quando abre a inscrição em que você escolhe a área, veja /proxima-prova.
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