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Quantas questões precisa acertar na OAB para passar
Na 1ª fase da OAB você precisa acertar 40 de 80 questões. Veja como funcionam as anuladas e como montar sua estratégia por matéria.
Atualizado em 21/10/2026
Para passar na 1ª fase do Exame de Ordem, você precisa acertar 40 das 80 questões, ou seja, 50% da prova. Não existe nota mínima por matéria, não há peso diferente entre as questões e o erro não desconta ponto. Cada acerto vale exatamente o mesmo, seja de Ética, seja de Direito Ambiental.
Parece pouco, mas a prova tem 5 horas, cobre quase todo o curso e as questões da FGV costumam ser longas e cheias de detalhe. O que separa quem passa de quem fica nos 37, 38 acertos geralmente é estratégia: saber onde estão os pontos e não desperdiçar os mais fáceis.
A conta da aprovação
A regra é simples: 40 acertos aprovam. Com 39, a pessoa está reprovada, mesmo que tenha ido muito bem em algumas matérias. Por isso, não adianta mirar exatamente no 40. O ideal é treinar para ter folga, algo entre 45 e 50 acertos nos simulados, porque no dia da prova o cansaço, o nervosismo e uma ou outra questão mais difícil sempre tiram alguns pontos.
Como o erro não desconta, nenhuma questão deve ficar em branco. Se não souber, elimine as alternativas que você tem certeza que estão erradas e escolha entre as que sobraram.
E as questões anuladas?
Depois do gabarito preliminar, os candidatos podem apresentar recursos, e algumas questões acabam anuladas. Nas edições recentes, a regra do edital tem sido atribuir os pontos das questões anuladas a todos os candidatos, independentemente da resposta marcada. Na prática, uma anulação pode transformar 39 acertos em 40.
Mas há cautela aqui:
- não dá para contar com anulação: há edições com várias e edições com nenhuma;
- a regra exata vale conforme o edital de cada exame, então confira lá;
- uma questão também pode ter o gabarito alterado em vez de anulada, e aí quem tinha acertado pela resposta preliminar pode perder o ponto.
Se você ficou perto dos 40 no gabarito preliminar, vale acompanhar os recursos e o resultado definitivo, mas o planejamento de estudo deve mirar acima da linha de corte.
Onde estão os pontos: a distribuição por matéria
A distribuição das 80 questões costuma ser esta:
- Ética Profissional: 8 questões;
- Constitucional, Civil, Processo Civil, Penal e Processo Penal: 6 cada (30 no total);
- Administrativo, Tributário, Trabalho e Processo do Trabalho: 5 cada (20 no total);
- Empresarial: 4 questões;
- Filosofia, Direitos Humanos, Eleitoral, Internacional, Financeiro, Ambiental, ECA, Consumidor e Previdenciário: 2 cada (18 no total).
Dois números chamam atenção. Primeiro, Ética mais as cinco matérias de 6 questões já somam 38 questões, quase metade da prova. Segundo, as nove matérias pequenas, juntas, valem 18 questões, mais do que qualquer matéria isolada.
Os detalhes sobre os temas que mais aparecem em cada matéria estão em o que mais cai.
Estratégia por matéria
Ética: a base da aprovação
Ética é a matéria com mais questões e, para a maioria das pessoas, a mais previsível. O conteúdo é concentrado no Estatuto da Advocacia, no Regulamento Geral e no Código de Ética e Disciplina, e os temas se repetem bastante. Muita gente que passa mira em acertar 6 a 8 questões aqui. É o melhor retorno por hora de estudo da prova.
As matérias de 6 questões
Constitucional, Civil, Processo Civil, Penal e Processo Penal são extensas, e é difícil dominar tudo. A estratégia mais comum é focar nos temas recorrentes e mirar em metade ou um pouco mais em cada uma. Errar algumas aqui é normal; o problema é zerar uma delas.
As matérias de 5 questões
Administrativo, Tributário, Trabalho e Processo do Trabalho somam 20 questões. Trabalho e Processo do Trabalho costumam ser vistos como mais acessíveis por quem estuda a lei seca e a CLT com atenção. Tributário e Administrativo assustam mais, mas também têm temas que se repetem, e acertar 2 ou 3 em cada já ajuda muito.
As matérias pequenas
Aqui está um erro comum: ignorar as matérias de 2 questões porque "valem pouco". Juntas, elas valem 18 pontos. Várias delas (ECA, Consumidor, Direitos Humanos, Ambiental) têm conteúdo enxuto e cobrança previsível. Uma revisão objetiva da lei e de questões anteriores costuma render pontos com pouco tempo de estudo.
Um exemplo de meta
Não é regra, só uma forma de visualizar. Uma meta possível seria: 6 em Ética, 3 em cada matéria de 6 questões (15), 2 a 3 em cada matéria de 5 questões (10), 2 em Empresarial e 8 nas matérias pequenas. Isso dá cerca de 41. Cada pessoa vai ter pontos fortes diferentes, e o importante é saber de onde vão sair os seus 40 e treinar para ter margem.
Estratégia no dia da prova
- Faça primeiro o que você domina. Começar por Ética ou pela sua matéria mais forte dá confiança e garante pontos cedo.
- Não trave em uma questão. Se passou alguns minutos sem avançar, marque um palpite provisório e volte depois.
- Controle o tempo. São 5 horas para 80 questões, uma média de pouco mais de 3 minutos e meio por questão, já contando o tempo de passar para o gabarito.
- Leia o enunciado inteiro. A FGV costuma esconder o detalhe decisivo no fim do caso ou no comando ("assinale a alternativa incorreta").
- Reserve tempo para o cartão-resposta. Deixar para transcrever nos últimos minutos é um risco desnecessário.
Como treinar no Simulado da Ordem
Use as questões por matéria para atacar primeiro Ética e as matérias de maior peso, e faça simulados completos com 80 questões para medir quantos acertos você está fazendo de verdade. As provas anteriores mostram o padrão da FGV, e a área de estudo ajuda a organizar a revisão. Datas da próxima edição estão em próxima prova.
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