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Resolver provas antigas da OAB funciona? Como usar bem
Resolver provas anteriores da OAB funciona, mas depende do método. Veja por que a FGV repete temas, como usar as provas e quais cuidados tomar.
Atualizado em 22/10/2026
Resolver provas antigas é uma das recomendações mais repetidas por quem passou na OAB, e com razão. Mas "resolver provas" pode significar coisas muito diferentes: fazer 80 questões, conferir o gabarito e seguir em frente aproveita pouco. A diferença está em como você usa cada prova.
Por que funciona
A FGV repete temas
Nas edições aplicadas pela FGV, vários assuntos aparecem com frequência. Em Ética, por exemplo, honorários, incompatibilidades e impedimentos e sociedade de advogados voltam com regularidade. Em Processo Civil, recursos e tutelas provisórias são figurinhas frequentes. Não é que as questões se repitam iguais, mas o tema, a estrutura e o tipo de pegadinha costumam voltar. Os temas mais recorrentes de cada matéria estão em o que mais cai.
Você aprende o nível de cobrança
Um manual de Direito Civil tem centenas de páginas. A prova cobra 6 questões. Resolver provas anteriores mostra que nível de detalhe a banca exige: se ela cobra a regra geral, a exceção ou um prazo específico. Isso evita gastar horas em discussões doutrinárias que quase nunca caem.
Você aprende a ler a FGV
A banca tem um estilo. Enunciados com casos práticos, alternativas que trocam uma palavra para tornar a afirmação falsa, respostas corretas escritas de forma diferente do texto da lei. Esse estilo só se aprende resolvendo muitas questões da própria banca.
Por que às vezes não funciona
Quem diz que resolver provas "não funcionou" geralmente caiu em um destes erros:
- Resolveu sem revisar. Conferir o gabarito e passar adiante é como fazer exercício sem corrigir a forma.
- Decorou respostas. Depois de ver a mesma questão três vezes, você acerta pela memória da alternativa, e não por saber o conteúdo. O acerto parece alto e engana.
- Usou só provas, sem nenhum conteúdo. Para quem tem base fraca, questão sem teoria vira chute. Questões funcionam melhor como complemento de um estudo de conteúdo objetivo.
- Usou provas muito antigas sem atenção à lei atual. Esse ponto merece um tópico próprio.
O cuidado com questões desatualizadas
Leis mudam, súmulas são canceladas e entendimentos de tribunais se alteram. Uma questão de alguns anos atrás pode ter um gabarito que hoje estaria errado. Isso acontece, por exemplo, em temas atingidos por reformas legislativas ou por mudanças de entendimento dos tribunais superiores.
Duas regras práticas:
- se o gabarito parece contrariar o que você estudou, confira se a norma mudou antes de "corrigir" seu conhecimento;
- dê preferência às provas mais recentes, que refletem melhor a legislação atual e o estilo atual da banca.
Como usar as provas antigas, passo a passo
- Comece com uma prova completa como diagnóstico. Faça uma das provas anteriores sem estudar antes, para ver seu ponto de partida e quais matérias estão mais fracas.
- No dia a dia, resolva por matéria e por tema. Depois de estudar um assunto, resolva as questões anteriores daquele assunto em questões por matéria. Assim o conteúdo fixa enquanto está fresco.
- Leia a fundamentação de todas as questões, inclusive as que acertou. Acerto por eliminação ou por sorte precisa ser identificado.
- Anote os erros com matéria, tema e motivo (não sabia, confundiu, leu rápido).
- Na reta final, volte às provas completas. Reserve provas recentes que você ainda não viu para fazer como simulado, com 80 questões seguidas.
- Refaça as questões erradas depois de alguns dias. Se errar de novo, o tema volta para a lista de revisão.
Quantas provas resolver?
Não há número certo. Mais importante do que a quantidade é revisar cada uma com cuidado. Como referência, quem consegue passar pelas provas dos últimos anos, por matéria ao longo do estudo e algumas completas no final, costuma ter uma boa visão do que a banca cobra. Se sobrar tempo, prefira refazer os erros a abrir mais provas sem revisão.
E para a 2ª fase?
Também funciona, talvez até mais. As peças e questões discursivas de edições anteriores mostram quais peças a banca costuma pedir na sua área, como os casos são construídos e o que o padrão de resposta espera. Treinar escrevendo peças de provas anteriores no tempo é parte central da preparação. Veja mais em 2ª fase.
Resolver provas antigas não garante aprovação, mas é a forma mais direta de estudar o que a prova realmente cobra. Para o método geral de estudo, veja como estudar para a OAB.
Como treinar no Simulado da Ordem
As provas anteriores estão disponíveis para resolver completas, e as questões por matéria permitem treinar tema a tema. Na reta final, faça simulados completos e acompanhe seus erros na área de estudo.
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